10 de Julho de 2009

Darcy Ribeiro, por ele mesmo

Ele foi vários. Tem um monte de gente assim. Geralmente são esses que ficam. Militante, romancista, antropólogo, educador, homem público comprometido com o Brasil. Darcy Ribeiro é um exemplo de um Brasil do século vinte.
Vê a questão indígena se amadurecendo e passa por ela não como observador, mas como produtor de conhecimento e iniciativas, como o Museu do Índio.

Acompanha a questão trabalhista e a industrialização brasileira em tempo real ao lado de atores como Jango, Brizola, e vê um Brasil de Educação Superior nascendo e se sistematizando, do qual participa como aluno, tendo aulas com aqueles que ficariam conhecidos como fundadores da USP, e depois como principal articulador da UNB, e vice-governador que teve como foco a educação, pensador dos CIEPs.

A Azougue, dedica a ele um volume da Coleção Encontros. Este livro é uma boa entrada para o estímulo à compreensão do incansável mestre. O entendimento do intelectual, do escritor e do homem. Ao longo da entrevistas pode-se ver a maturidade e a pressa de quem foi derrotado pela política anti-popular e de quem lutava para ficar vivo quando parecia derrotado pelo câncer. Este livro traz Darcy, vivo e vivaz, para quem não o conheceu pessoalmente.

Para mais: Encontros | Darcy Ribeiro e Fundar

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